Promessa por prometer...

Houve alguém que fez uma promessa, houve alguém que desapareceu e levou a promessa consigo, houve alguém que começou aquilo que sabia que não ia terminar.
Agora a ti peço para não me fazeres promessas, elas não passam disso mesmo, palavras soltas ao vento expulsas de nós no auge da emoção, quando deixamos de lado a verdadeira realidade.
Essas palavras ditas, que no momento fazem o coração rejubilar de alegria e os olhos brilharem que nem diamantes, nascem para viverem enclausuradas numa garrafa e perderem-se na imensidão do esquecimento até que a sua validade ultrapasse os limites do tempo.
Comparo uma promessa a uma mentira disfarçada. Nasce para não perfurar um coração com a sua bala cheia de verdade. Mas eu não quero que me atires mais areia para os olhos, deixa-me ver tudo o que existe tal como é, quer seja bom ou mau, afinal é o que a vida me reserva. Não te preocupes com a minha fragilidade, o stock de lágrimas destinado a promessas incumpridas está prestes a esgotar-se. Aprendi que há ligações que se quebram e mãos que se unem, sem nós termos qualquer tipo de poder sobre elas. Não faças promessas que de nada valem.
Não quero mundos nem fundos, nem amor prometido, quero apenas que me dês o que sabes e deixa o amanhã trazer o que te devo.
É de minha livre vontade viver na incerteza do incerto, descobrir a nova luz de cada nascer do dia, saborear cada momento sem pensar se tinha ou não tudo aquilo prometido.
Queres que diga se te amarei eternamente? Não sei. Mas enquanto o amor existir eu vou te amar.

1 comentário:

Cátia Vieira disse...

gostei mesmo muito, tão sentido e tocante (:
vou voltar, fico à espera de mais. um beijinho *

Note.

[Imagens recolhidas do Google e do DevianArt]

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